Em Embrenhar-se no Incolor, exploro a construção da identidade de mulheres negras no Brasil. Reflito sobre como a herança étnico-racial e processos histórico-sociais atravessam essa identidade em um país cujo passado colonial e escravocrata ainda segue nos marcando.


Na série de autorretratos, porto máscaras de papel pardo que evocam estereótipos e papéis sociais que compõem ficções sociais lançadas aos corpos negros lidos como femininos.



Ao longo da vida, em um constante exercício de ressignificação de identidades, podemos nos questionar sobre quais máscaras nos pertencem. Podemos nos desnudar, mas neste momento que sujeito se encontrará?





Sobre a fotógrafa:
Reisla Oliveira é uma artista afro-brasileira. Nasceu em Nova Lima e vive em Belo Horizonte (MG). Através de fotografia, vídeo e performance conecta narrativas íntimas às experiências coletivas da diáspora africana em Minas Gerais. Inspira-se em mitos familiares, no cotidiano e em histórias de outros seres da natureza para criar diálogos entre corpo, memória e território. Participou de exposições no Brasil e no exterior, incluindo os Festivas de Fotografia de Tiradentes, Paraty e Porto Alegre, a IV Semana do Áudio Visual Negro (itinerante, em Pernambuco) e a exposição itinerante New Wave (EUA).

